9 táticas de link building para evitar

Link building é um tópico discutido regularmente entre profissionais de marketing e de SEO. Enquanto alguns chamam essa prática obsoleta, outros afirmam que é uma das maneiras mais eficientes de aumentar a posição de um site nos rankings de pesquisa. Mas em quem devemos acreditar? Se não sabemos o que fazer, conhecer as táticas de link building para evitar pode ser um bom começo.

Motores de Busca

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Os motores de busca nunca esclareceram o que as práticas de link building podem fazer por um site, mas é claro que sabemos que links ruins podem afetar seu tráfego. Com tanta confusão, não é de se surpreender que muitas empresas ainda preferem evitar o link building, mesmo este comportamento também não tenha se mostrando nem um pouco eficaz.

Por mais frustrante que seja, os backlinks são sim um fator de classificação essencial e sua distribuição pela web pode afetar significativamente o sucesso de sua empresa. E se você não sabe o que fazer, um bom passo é começar conhecendo o que não fazer. Por isso, veja 9 táticas de link building para evitar:

1. Comprar links: é um fato que precisamos gastar dinheiro para ganhar dinheiro. No entanto, isso não se aplica ao link building. Você encontrará vários “gurus” de SEO dizendo que comprar links não é tão ruim assim, apenas uma maneira de colocar a bola em jogo. No entanto, comprar links sempre foi uma má ideia e isso não mudou nos últimos tempos.

Marketing na Internet

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Ética à parte, essa tática além de pouco eficiente costuma impor dificuldades ao site. O algoritmo Penguin do Google funciona em tempo real, o que significa que se você for pego usando práticas controversas de construção de links, verá uma queda nas suas posições nos rankings de busca imediatamente.

Em vez de comprar links, procure ganhá-los, investindo seu dinheiro em outras estratégias de marketing e concentrando-se na criação de conteúdo excelente que naturalmente criarão links para seu site. Além disso, desconfie de ofertas milagrosas: se lhe oferecerem oportunidades muito generosas de compra de links, é provável que esses links façam mais mal do que bem para seu site a longo prazo.

2. Basear-se em comunicados a imprensa: comunicados a imprensa costumavam ser um elemento básico de construção de links para agências de SEO e comerciantes de internet, mas o Google mudou. O envio de comunicados de imprensa de tempos em tempos não é uma má ideia, mas não pode ser sua principal tática de link building.

SEO

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Na verdade, o algoritmo do Google desvaloriza a distribuição de conteúdo para sites de imprensa. Em outras palavras, os links que você obtém ao liberar comunicados à imprensa em massa terão um valor mínimo no SEO do seu site (isso se houver algum valor).

Quando algo de notável ocorrer ou se você tem algo interessante para contar, como dicas ou tendências, sinta-se à vontade para criar um comunicado à imprensa e enviá-lo para as plataformas que são relevantes para o seu nicho. Mas abusar deste método e anunciar cada pequena coisa que acontece no seu negócio pode acabar sendo considerado spam.

3. Obter muitos links de baixa qualidade: os links de baixa qualidade são um verdadeiro horror quando se trata do desenvolvimento de um site. Pense assim: você gostaria que as pessoas associassem seu negócio com negligência e falta de profissionalismo? Claro que não! Mas é o que acontece quando se aprende sobre uma empresa através de fontes de baixa qualidade.

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Mais importante ainda, o Google também entende desta forma. Se o seu perfil de link estiver veiculado a um monte de sites de baixa qualidade, a plataforma vai considerá-lo igualmente ruim, o que certamente fará com que suas posições nos rankings de pesquisa despenquem.

Desconfie de sites com conteúdo de baixa qualidade ou, pior, sem conteúdo. Use o Google Link Count para verificar se um determinado site merece atenção. Como uma regra geral, um grande número de links emparelhados com falta de conteúdo original indica uma plataforma de baixa qualidade. Evite ter backlinks nesses lugares.

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Outra ferramenta confiável para determinar o índice de qualidade de um site é o Open Site Explorer da MOZ, que classifica um site de 0 a 100 com base no seu perfil de link. Qualquer coisa acima de 25 é uma boa pontuação de autoridade para a MOZ, mas seu objetivo deve ser entrar na faixa de mais de 50 ou mais.

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4. Usar ou criar PBNs: PBNs (Private Blog Networks ou redes de blogs privados, em português) tem sido uma tática para a construção de links muito popular entre consultores de SEO. No entanto, atualmente usar as PBNs é tão irrelevante quanto quaisquer outras táticas desta lista (na verdade, ela se tornou irrelevante há vários anos).

Basicamente, uma PBN é uma rede de blogs que foram criados exclusivamente com o propósito de construir links entre si e com outros sites. Eles são sites básicos, disfarçados de blogs, que o Google tem colocado em “listas negras” com base em suas atividades de links. Geralmente, se você vê alguém vendendo links, é para serem colocados em PBNs.

Se o PBN ainda não está numa lista negra do Google, você realmente pode acabar subindo bastante nos rankings de pesquisa. Porém, a equipe do Google (e seu algoritmo) está constantemente atenta a essas plataformas, e quando elas são descobertas, todos os sites associados são penalizados. Portanto, é melhor evitar essa tática.

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5. Texto âncora com otimização excessiva: muitos hábitos antigos já se foram, mas há outros que insistem em permanecer quando se trata de otimizar o conteúdo para SEO. Muitas empresas (e agências) ainda tendem a preencher o texto âncora com termos ricos em palavras-chave para obter backlinks. Mas esta prática é vista como pouco natural pelo algoritmo do Google.

A razão pela qual as pessoas fazem isso é porque as palavras usadas no texto âncora costumavam influenciar a velocidade com que os rastreadores do Google indexavam o link, consequentemente, melhorando a possibilidade de a página aparecer mais rápido (e subir) nos rankings de busca.

Em vez de tentar forçar palavras-chave em seu texto âncora, certifique-se de que elas fluem naturalmente e são relevantes para o conteúdo. Um estudo da SEOJet descobriu que links com o título da página completo como o texto âncora realmente oferecem maior influência (e eficiência) na hora de classificar uma página num ranking de busca.

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6. Ter links fora de contexto: links não são criados de forma igual. Um link não contextual, por exemplo, ficará fora de lugar e completamente separado do conteúdo. Uma vez que este link não está integrado com o conteúdo, as pessoas (e os mecanismos de busca) vão percebê-lo como irrelevante.

Um link fora de contexto pode ser uma série de coisas diferentes. Mas, simplificando, se o link não aparece naturalmente dentro da página e/ou do conteúdo então ele é considerado fora de contexto. Esses links não agregam valor para o público ou seu negócio e eles realmente podem afetar negativamente o SEO.

7. Fazer trocas de links: uma troca de links é quando você lida diretamente com outro site e concorda em trocar links entre si. E embora isso possa parecer inofensivo, é considerada uma tática de construção de ligação pouco natural que pode afetar seus rankings se você fizer regularmente. O Google pode reconhecer se há um número elevado de links transferidos entre sites e os penalizar.

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A ideia por trás de uma troca de links pode parecer simples, mas, na realidade, é extremamente difícil encontrar uma plataforma com uma audiência semelhante à sua e ainda convencer seus criadores a participar da troca. Isso sem mencionar o efeito que pode ter no seu desempenho de SEO. Para se manter seguro, é melhor evitar essa tática.

8. Usar fóruns e comentários em blogs: claro, o comentário do fórum ou do blog não é exatamente ruim, desde que seja relevante para o tópico e pareça uma observação que alguém realmente faria. Mas se você usar essa tática apenas para promover seu negócio e fazer um link para seu site, muitos webmasters podem ver isso como spam, excluindo seus comentários.

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Além disso, o algoritmo do Google desvalorizou significativamente a importância dos comentários em blogs e links em fóruns, de modo que o esforço necessário para construir esses links é desproporcional ao resultado obtido. Se você optar por vincular seu site a um comentário, deve garantir que ele seja personalizado, útil e (o mais importante) relevante para o tópico.

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9. Obter muitos links ao mesmo tempo: o Google aprecia um crescimento lento e estável, ao contrário de uma expansão do dia para a noite. Se você adquirir muitos links durante um breve período, isso pode indicar ao Google que você está praticando spam, acarretando penalidades e uma dramática perda de tráfego e posições nos rankings.

Muitas empresas colocam seu site online e ficam ávidas por tráfego e em divulgar seus produtos e serviços. Mas abusar de qualquer técnica de link building pode ser um desastre. Desenvolva o seu ranking lentamente, misturando o link building com outras estratégias orgânicas, como marketing de conteúdo, otimização de palavras-chave, marketing em redes sociais, etc.

Crescer um negócio online é um processo de longo prazo e tentar ignorar os estágios de desenvolvimento provavelmente causará mais mal do que bem. Por tanto, não deixe a pressa te levar a tomadas de decisão pouco pensadas e lembre-se sempre destas táticas de link building para evitar.

E se você quiser investir em link building, a Agência IMMA pode te ajudar!

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Rodrigo Darzi

Sobre Rodrigo Darzi

Pai de 2 filhos. Especialista em Marketing Digital. MBA em e-Business pela FGV. Formado em Administração de Empresas pelo IBMEC. Empreteco.